segunda-feira, 7 de julho de 2014

À UM PASSO DO AVESSO


Se eu abrir mão de buscar respostas lá fora para os exercícios racionais de meu ego, se eu abrir mão de criar e prestar atenção nestas estórias que me roubam a consciência do aqui-agora, se eu abrir mão de nadar no turbilhão de pensamentos e repousar na margem do silêncio interior, esta renúncia aparentemente insignificante vai me conduzir a um espaço exterior de infinitude e expansão, de calma existencial, de santidade e sacralidade que me colocará num paraiso possível de não existência, muito maior do que qualquer percepção anterior de existência ou individualidade. Esta visitação aos meus avessos me despe de uma realidade limitante e desorienta a razão, esticando os horizontes do amor. Este novo espaço do Ser se abre em luz de uma qualidade racionalmente desconhecida chamada consciência coletiva.


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