Começamos com a desidentificação da postura de vítima – “eu não quero mais ser tratado como vítima” – para deixarmos de ser injustiçados ou chamados de coitadinhos, parando de lamber as próprias feridas e assumindo nossa participação ou omissão no conflito criado. Em jogos de poder, pessoas trocam de posição, rompem contratos, esquecem-se das promessas feitas e pedem Socorro a quem os ouça. É hora de avaliarmos onde foi que aceitamos o distanciamento. Assim o fazendo, entramos em contato com as forças interiores para abandonarmos a vulnerabilidade, sustentada por nossas reclamações, e conseguimos compreender que só os fortes perdoam, tornando-nos assim fortes.
No Segundo passo lembramo-nos de que não existem pessoas perfeitas, todos nós erramos várias vezes na vida mas podemos aprender com os erros nossos e dos outros. O erro é uma decisão pobre e cega, carente e insegura, distorcida e distante da verdade. Ele é uma forma de compensação doentia para a nossa falta de coragem . O erro passado deve servir agora de referencial para acertos futuros. Tempo de olhar prá frente com a cabeça erguida. Tempo de aceitar a limitação humana e fazer novos ajustes de rota.
No terceiro passo incluimos o aspecto espiritual e pedimos a Deus que a verdade dos outros apareça, mesmo que seja cruel à uma das partes envolvidas; assim o engano não deve sobreviver e vencer a verdade. Também entregamos o ofensor nas mãos de Deus pois compreendemos que a justiça humana é pequena demais diante da justiça divina. Com o coração limpo do ódio e envolto em serenidade, vemos o ofensor como o Filho Pródigo, para que um dia ele seja reincluido com dignidade na família humana, desta vez sem a lama e as falsidades que o cobriram.
O perdão só acontece quando nos sentimos limpos, aceitamos a limitação humana e resgatamos o compromisso de crescer em harmonia, solidariedade, clareza, retidão e esperança. Depois só nos resta amar o inimigo se formos capazes de tanto amor.
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