domingo, 4 de janeiro de 2026

O DISTRAÍDO

 

Distração cobra preço alto de quem se permite distrair. Ao sair da realidade e trocá-la por coisas insignificantes, o distraído está jogando fora o que tem de mais precioso nesta jornada, o tempo, abraçando a ignorância e criando a própria inutilidade. Sem função, o ser humano deixa de ser humano e torna-se robótico, apenas vivendo os seus dias como se fossem desnecessários. Sem função, ele se torna automatizado e frio. Sem função ele constrói o próprio espaço interior de confusão, traduzindo a vida como uma obrigação corporal. Sem função, não há território fértil para o despertar de sua consciência.

 


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