Distração cobra preço alto
de quem se permite distrair. Ao sair da realidade e trocá-la por coisas
insignificantes, o distraído está jogando fora o que tem de mais precioso nesta
jornada, o tempo, abraçando a ignorância e criando a própria inutilidade. Sem
função, o ser humano deixa de ser humano e torna-se robótico, apenas vivendo os
seus dias como se fossem desnecessários. Sem função, ele se torna automatizado
e frio. Sem função ele constrói o próprio espaço interior de confusão, traduzindo
a vida como uma obrigação corporal. Sem função, não há território fértil para o
despertar de sua consciência.
Nenhum comentário:
Postar um comentário