As festividades de final de ano provocam pensamentos de relação com o tempo, solidão, autonomia e com espaços a serem ocupados. Quem tem falta de tempo,
acaba sentindo falta de si. Doar-se inteiramente aos outros, dói no osso da
autonomia. Quando o pertencimento nos rouba a identidade e a troca por um
personagem, quando o pertencimento no rouba o sossego e a troca por invasão de
espaços pessoais, quando o pertencimento nos rouba a espontaneidade e a troca
por sorrisos prontos, a consequência é solidão. O fator tempo funciona como
termômetro de autonomia pela força da responsabilidade. O fator solidão é um
convite de urgência para voltar a ser quem éramos.
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