O Desperto sente-se
confortável com o Silêncio que o habita, sabendo que não é dono dele. Cumpre as
mesmas tarefas de sempre, sem a necessidade de mudar o que é externo, pois tudo
que é vivo muda por si mesmo, sem pedir autorização. Despertar é confiar no silêncio como fonte de tudo e a ele se
entregar como o ar se entrega aos homens. Se acaso errar, pois erro é predicado
humano dos encarnados, ele erra consciente de que seguiu algum processo
necessário ao coletivo. Não espere apenas acertos do Desperto. Nele a dualidade
de certo-errado perdeu força de referência. Nele o Silêncio fala e reajusta
ressonâncias. Nele o Silêncio deixa de ser memória.
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