quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

DEUS NUNCA PERGUNTOU MEU NOME

 

Seja no deserto de um quarto escuro ou no quarto escuro dos desertos, até lágrimas caindo fazem barulho. Melhor seria que as lágrimas fossem por Deus, não mais por mim. Seja no calabouço da solidão, seja na multidão indiferente, até os passos perdidos fazem barulho.  Melhor seria que os passos perdidos encontrassem a Deus por acaso e coincidência. Seja na busca sofrida de uma mão amiga, seja nas mãos frias de um adeus indesejado, até as mãos fazem barulho.  Melhor seria que Deus tivesse mãos para me tirar de mim e me ocupar com ondas de eternidade. Talvez seja por isso mesmo que Deus nunca perguntou meu nome.


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