Não estou falando das
comemorações e bebemorações comerciais, muito menos das trocas de lembrancinhas
“made in China” nas reuniões de amigo secreto. Não estou falando sobre
mensagens prontas de internet e nem de reuniões familiares que se esquecem do
aniversariante. Não estou falando dos esquecidos e dos corações endurecidos,
das mentes distraídas e das vaidades enlouquecidas, dos apressados de ofertas e
das conversas de quem merece ou não merece presentes.
Estou falando de uma
adolescente no Metrô que convidou passageiros para cantarem juntos “Noite
Feliz” como lembrança do espírito natalino que nos une. Para seu desespero,
ninguém lhe deu atenção nem resposta, em total indiferença. Ela se encolheu no
assento e chorou sozinha na manjedoura.
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