O que você vê, nem sempre
é o que está diante de si. O que você interpreta do que viu, nem sempre é o que
aconteceu. O que você imagina estar ouvindo, nem sempre ouve o que foi falado.
O que você pensa em dizer, nem sempre tem tempo ou oportunidade de ser dito. O
que você compartilha com alguém, nem sempre chega no receptor almejado. O que o
outro espera de você, nem sempre será comunicado. O que você narra como fato,
tem sempre um tanto acrescentado da imaginação. Tudo funciona externamente como
a dança interna dos átomos, sem necessidade de parar. Nada tem raiz nem motivo,
mas tudo se move à procura de algum sentido. A pessoa com quem você está
falando não é a pessoa que está lhe ouvindo e vice versa.
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