A insanidade nega a si
mesma. A narrativa nega a realidade palpável. A insanidade nega a lei e a
ordem. A narrativa nega a lucidez. A insanidade nega a escuridão na qual se
encontra. A narrativa nega a escuridão que está colhendo em suas consequências.
A insanidade nada consegue enxergar. A narrativa só enxerga o que quer ver. A
insanidade só conhece o fogo dos pensamentos gerados aleatoriamente e nele se
queima. A narrativa só conhece o fogo das vaidades e nele se consome. A
insanidade amedronta quem dela se aproxima. A narrativa morre de medo de ser
descoberta se parar de negar. A insanidade não quer ser vista. A narrativa
busca testemunhas e palco de atuação performática. Narrativa e insanidade são
dois vizinhos que não se conhecem de verdade.
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