Vivemos num mundo
fragmentado e em pleno desmonte de tudo o que construíram antes de nós
existirmos. Vão-se os conceitos e valores humanos ladeira abaixo, muitas
crenças se desfazem sem questionamentos, vai-se a tradição, surgem novos
costumes, alteram-se as estruturas familiares, introduzem-se influências
tecnológicas no cotidiano, mecanizam-se os afetos, adulteram-se os alimentos,
desumanizando o humano. Um elemento do tecido social não pode deixar de
existir, a fé como instrumento garantidor de um futuro melhor, a fé como raiz
de firmeza e base nos momentos caóticos, a fé como ponto de apoio durante os
vendavais. A fé saiu das instituições e das estruturas milenares, ganhando
expressão individual, pessoal, intimista e sem rituais, para dar sentido único
de vida a cada pessoa. A fé cresceu em fundamentalismo no coletivo, tornando-se
arriscada, mas precisa voltar a ser fundamental a nível individual.
Nenhum comentário:
Postar um comentário