Nos meses de Setembro e Outubro de 2012 estarei em Passos realizando algumas atividades do Movimento Bioplenitude.
Amanhã, quarta-feira, estarei ministrando a palestra "PRECISAMOS CONVERSAR SOBRE OS NOSSOS FILHOS" na Câmara Municipal do Carmo do Rio Claro, naquela cidade, as 19:30 horas com entrada gratuita. Na ocasião estaremos divulgando outras atividades e colocando meus livros á venda.
No dia 14 de Setembro estamos programando uma reunião com todos os Plenos na cidade de Franca-SP em local a ser divulgado. Será mais uma oportunidade para nos reunirmos, irmanados pela paz interior e pelos laços da amizade mais fraterna.
Nos dias 21-22-23 de Setembro estaremos realizando mais um Treinamento Bioplenitude na cidade de Passos. Restam poucas vagas.Favor contactar (35)9132-1368 para maiores informações.
Aproveito esta página para cumprimentar a todos que nos acompanham nesta jornada pela consciência e dar-lhes um caloroso abraço em plenitude. Até breve.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
domingo, 2 de setembro de 2012
SONHOS DE VERÃO
Na hora de paquerar ou
escolher alguém para um relacionamento amoroso, nunca estamos preparados para o
que há de vir, embora sempre pensemos que sim. Tudo aquilo que nos tomar de
surpresa, ou chocar-se contra nossas expectativas, poderá gerar um vendaval de
emoções. A atração física, a pressão social, a carência afetiva e os interesses
pessoais são motivos constantes para nos conduzir a um relacionamento, saudável
ou não.
Seduzimos ou fomos
seduzidos pela aparência. Temos que arranjar alguém para não sermos chamados de
titia encalhada, gay ou mala. A solidão aperta o peito e apaga a chama da
alegria. Se eu me juntar àquela pessoa, minha vida financeira vai melhorar. A
adrenalina deve ser sinal de paixão. Por último vem o amor ou o que pensamos
ser o espaço para o amor.
O medo da rejeição nos
impede de sermos mais verdadeiros. É hora de jogar os jogos do amor e do poder
para não sermos despachados, hora de ocultar o que puder, seduzir, mentir
pequenas mentiras para fortalecer a auto-imagem que queremos sustentar. É hora
de exigir algo em troca, estabelecer regras, manipular para não perder. A
desconfiança cresce diante da possibilidade de traição ou abandono. Se tudo
continuar assim, já sabemos o resultado final de promessas, promessas e mais
promessas. Mas cadê o amor que estava aqui ? o gato comeu...
Quando tudo parece dar
certo e ganhamos o apoio da família, sela-se o temido compromisso, desta vez
baseado mais na influência externa do que nas emoções incertas, mais nas
promessas do que no amor real. Aí um dia chove muito, chove lágrimas e
trovoadas porque tivemos a garantia de que éramos amados e compreendidos.
Foi-se embora o sonho de um casamento duradouro e a constituição de uma família
exemplar. O medo agora retorna mais poderoso e assustador.
Vestimos a máscara de
vítimas para anestesiar a dor que vem do medo do futuro. Alguns se apressam
para um novo encontro, outros desistem do amor, outros juram vingança e tornam
sua vida miserável. Alguns resolvem apenas dar um tempo e divertir,
aventurando-se sexualmente. Há quem opte pela produção independente. O
feminismo, às vezes, encontra morada no desalento e prega a inutilidade dos
homens. Algo mudou no território afetivo. A chuva de verão passou. O mundo
continua belo e maravilhoso. As pessoas continuam buscando a diversão e a
satisfação pessoal.
O passado é passado,
pois estamos curados da desilusão. Caminhando na multidão, livres e receptivos,
procuramos por olhos e corpos bonitos. Procuramos a companhia ideal, perfeita e
sob medida, a cara metade de nossa máscara para possibilitar de novo um
acasalamento, antes que o inverno da vida se aproxime na esquina. Dentro de nós
recomeça uma reação bioquímica de hormônios, silenciosa e cúmplice de novos
desejos, pronta para a próxima dança nupcial. Sentimo-nos o máximo. Até nos
esquecemos de que toda pessoa, para entrar num relacionamento duradouro, deve
ter algo de bom no interior para oferecer. Afinal o verdadeiro amor não tem
lógica nem segue regras se quiser ser inesquecível. Faça sol ou chova
canivetes, o amor ainda é a peça que falta no quebra-cabeça da felicidade.
As lições que
aprendemos, dos encontros e desencontros, enriquecem nossos critérios na hora
de escolhermos o próximo parceiro. Somente quando a razão equilibrar-se com a
emoção, nossas ações darão bons frutos. É para isso que vivemos, para
experimentar o amor e suas consequências. Portanto, ame e deixe-se levar pela
corrente serena ou turbulenta do amor. Assim você não vai dar chance aos outros
de pensarem que você não é feliz...e que sua vida não passou de um sonho de
verão.
sábado, 25 de agosto de 2012
INSTINTO DE PRESERVAÇÃO
Já sabemos que o ego é um aparelhamento mental constituído unicamente
para garantir a nossa sobrevivência no mundo material. Muito embora ele, as
vezes, também se vista de aura espiritual para continuar exercendo poder sobre
nosso destino e sobre as outras pessoas, ele pouco sabe sobre a verdadeira vida
espiritual e sobre o reino da consciência.
Desta forma, ele acaba criando em nós a necessidade de
sermos protegidos por uma força real, uma força divina, quando as coisas não
vão nada bem para o nosso lado. O ego tenta de tudo e de todas as formas, e fracassa,
tratando logo de nos desviar a atenção para outros conflitos. Quanto mais ele
tenta, mais nos enrolamos na trama complicada da razão, mais perdidos nós nos
sentimos diante das frustrações diárias e dos sonhos mortos.
Acontece, porém, que pouco sabemos sobre a mente universal
encarregada de nos cobrir com o manto da prosperidade. Pedimos socorro, pedimos
ajuda, pedimos esclarecimentos, mas só temos o ego e a razão para traduzir a
ajuda esperada. Como a vida escreve certo por linhas tortas, nem sempre
traduzimos corretamente os eventos que são desencadeados por ela após nossas
experiências desastradas.
A força vital opera no reino da consciência onde há
propósitos invisíveis, maiores do que a necessidade momentânea; propósitos da
alma que se alinham e fazem mais sentido apenas no âmbito da eternidade.
Falta-nos esta visão panorâmica dos propósitos cósmicos para nossa
individualidade e para o coletivo.
Resta então o silêncio intencional para o exercício de
observação dos pensamentos e de suas desventuras. É o silêncio interior quem
sabe desatar os nós criados pelo ego. É o silêncio interior quem vai abrir as
portas para a prosperidade fluir em nosso coração através da lucidez que vem da
aceitação de tudo o que for colocado em nosso caminho, entendendo ou não seus
propósitos coletivos.
A consciência não necessita atos de sobrevivência, não
necessita racionalizar os eventos e circunstâncias, não necessita de diálogos
internos. A chuva cai depois de observar e ouvir o estrondo solitário do
silêncio e depois de ver a trama dos raios se partir em gotas perdidas no
firmamento. A consciência traz a graça depois que a mente se cala. Aí é chuva
de bênçãos e de prosperidade.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
UM POUCO PARA PENSAR
O estrangeiro é muito ingênuo diante da malandragem
brasileira. A população carente é muito ingênua diante dos políticos
brasileiros. O adolescente é muito ingênuo diante dos outros adolescentes. A
criança é muito ingênua diante da incapacitação dos próprios pais. Viva a
ingenuidade.
Isso acontece porque racionalizamos de maneira incompleta e
distorcida, precipitadamente. Temos pouco espaço para a racionalização correta.
Estamos correndo com tudo e com todos, em todas as ações, na defesa do
imediatismo, sem perceber que a pressa nos limita o entendimento e atrai os
erros.
Estamos sendo levados por uma minoria poderosa, de forma
subliminar, enganados pelo crédito fácil que nos atira no despenhadeiro do
consumismo. Sem o entendimento racional confundimos bolha de consumo com
crescimento sustentável. Com pouco espaço mental para a racionalidade temos
reduzidos os mecanismos de defesa, sendo facilmente influenciados pelos mais
audazes. Sem a lucidez para barrar a pressa, ficamos incapacitados para mudar a
realidade indesejada.
Quando nossos sonhos não são mais nossos, quando o destino
de nossos filhos é decidido por irresponsáveis no trânsito, quando a balada de
final de semana vira bala de final de vida, há que se preparar mais espaço
mental para a racionalidade.
Nelson Rodrigues dizia que “ toda unanimidade é burra” . Se
estivermos sempre do lado da unanimidade, então nem precisamos pensar, pois já
estamos sendo pensados. Salve Nelson Rodrigues. Se estivesse vivo completaria hoje
100 anos. Só ele mesmo para revelar que ele continua vivo e nós é que morremos
para a lucidez.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
ESPASMOS DE PODER
Fugir da realidade é um ato comum quando se decide resistir
à verdade, quando se esconde dos outros com medo ser visto como o mais fraco de
todos. Não estando presente, pensa-se que escapará dos comentários e
julgamentos indevidos. O que não se percebe ao fugir é que este ato significa
escolher a ignorância.
Fugir das emoções, da liberdade de ser o que se é, da verdade inegável dos fatos, é um ato desesperado de justificação da inércia e da falta de responsabilidade. Quando se junta irresponsabilidade com incapacidade de lidar com as frustrações, cria-se o potencial de fragilidade para se viciar em drogas, bebidas, medicamentos, jogatinas e tudo o mais que amparar a fuga. Apoia-se assim as falas e atitudes de vitimização, abrindo portas para doenças físicas e desequilíbrios mentais.
No fundo, no fundo, sempre sabemos se estamos fazendo algo certo ou errado. Se escolhemos o errado é pela distorção da realidade, ao nos enganarmos para obter espasmos de poder nos relacionamentos. Quanto maior o medo da humilhação ou o sentimento de inferioridade, maior será a violência verbal ou física, maior o risco de ser destruído, retroalimentando a necessidade de destruir algo ou alguém antes que isto aconteça. Quando se deixa de acreditar no poder pessoal das escolhas e se transfere este poder para outros grupos, ou para recursos artificiais em busca de uma alegria passageira, inicia-se a imolação de um destino outrora promissor. A vida perdeu seu sentido total. A ignorância venceu.
Fugir das emoções, da liberdade de ser o que se é, da verdade inegável dos fatos, é um ato desesperado de justificação da inércia e da falta de responsabilidade. Quando se junta irresponsabilidade com incapacidade de lidar com as frustrações, cria-se o potencial de fragilidade para se viciar em drogas, bebidas, medicamentos, jogatinas e tudo o mais que amparar a fuga. Apoia-se assim as falas e atitudes de vitimização, abrindo portas para doenças físicas e desequilíbrios mentais.
No fundo, no fundo, sempre sabemos se estamos fazendo algo certo ou errado. Se escolhemos o errado é pela distorção da realidade, ao nos enganarmos para obter espasmos de poder nos relacionamentos. Quanto maior o medo da humilhação ou o sentimento de inferioridade, maior será a violência verbal ou física, maior o risco de ser destruído, retroalimentando a necessidade de destruir algo ou alguém antes que isto aconteça. Quando se deixa de acreditar no poder pessoal das escolhas e se transfere este poder para outros grupos, ou para recursos artificiais em busca de uma alegria passageira, inicia-se a imolação de um destino outrora promissor. A vida perdeu seu sentido total. A ignorância venceu.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
IMPORTÂNCIA E GARRA
As decisões mais importantes de sua vida são aquelas que
apresentam grandes conseqüências, alto custo financeiro, elevado nível de
compromisso e reunião dos recursos disponíveis. Elas não acontecem somente
diante de grandes momentos ou de grandes oportunidades. Ao contrário, podem
também amadurecer ao longo dos anos e acontecer silenciosamente em reuniões de
planejamento inteligente.
Foco e paixão são dois pré requisitos para qualquer tomada
de decisão com segurança e responsabilidade. Toda atenção se faz necessária, já
que há muitos fatores e vetores envolvidos na dinâmica de cada negociação e em
cada acontecimento. O foco esclarecerá prioridades na seletividade das
decisões. A paixão manterá viva a energia ou combustível de perseverança,
diante dos desafios apresentados. O importante é não tomar decisões sem
possibilidade de correção ou volta.
Quando se abraça metas e objetivos, leva-se a ação do
patamar de sonhos para a interação imediata com a realidade, gerenciando custos
e assumindo compromissos que costurem os acordos, ao trabalhar para o resultado
esperado. Quando a perseverança se casa com o compromisso, tudo acontece,
bastando então reunir todos os recursos disponíveis e partir para o atendimento
potencial da rede de contatos. As decisões mais importantes de sua vida são
aquelas em que você traça a linha do horizonte com as próprias mãos, unidas a
outras.
domingo, 12 de agosto de 2012
NOVAS ESCOLHAS, NOVAS CONSEQUÊNCIAS
Ontem, quem ditava os rumos da humanidade e do Brasil era a moral e o trabalho. Hoje, quem dita o que vai predominar nas relações pessoais é a liberdade e o dinheiro. Diante de tão brusca mudança, é normal que as pessoas se sintam incomodadas ou perdidas com tudo o que vem acontecendo.
A moral moldava o comportamento das pessoas e instituições, ditava os rumos, preservava o passado, era guardiã da família, ensinava os valores, sustentava as leis e o respeito pela hierarquia, definia a humanidade, controlava as ciências, posicionava as dualidades, cultivava o medo nas massas, defendia a natureza, protegia os homens mais do que as mulheres, ocultava ensinamentos sagrados e nos ensinava como ser civilizados.
O trabalho servia à subsistência, era submisso ao patrimônio, dignificava o rico, oprimia o pobre, tornou-se instrumento de estabilidade, definia o homem, limitava a participação das mulheres no mercado, era moeda de troca, cultivava a obediência, priorizava a desigualdade, puxava a economia e aglutinava os indivíduos.
A liberdade, em 2012, principalmente no Brasil, desvaloriza a consciência, autoriza a desconstrução, ignora o passado, fragmenta a família, ensina o individualismo, premia a irresponsabilidade, combate a hierarquia, experimenta as redes da multiplicidade, desvia a ciência em oposição à vida, endeusa a tecnologia, explora e destrói a natureza, ignora o coletivismo, pratica o profano, corrompe os valores e nos educa para o imediatismo.
O dinheiro, hoje, valoriza a especulação, tomou o lugar de Deus no culto das pessoas, cultiva a posse e a preguiça, aceita e busca a instabilidade, dignifica o lucro e a esperteza, compromete a qualidade, desmerece o trabalhador, serve à política menor, invade fronteiras, aceita a deslealdade, compromete a vida, ignora o planeta, neutraliza a importância do futuro e nos educa para a competição que toma sem escrúpulos.
Sem pesar os pós e contras, a humanidade como um todo terá que se reorganizar melhor se quiser evitar novas hecatombes, e o indivíduo terá que construir a terceira via de comportamento se quiser permanecer senhor de seu destino. Novas escolhas, novas conseqüências.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
MUDANÇAS À VISTA
Agosto chegou e com ele já sentimos o cheirinho de
turbulências. O mundo se parece atualmente com um barco à deriva, sem capitão,
onde o egoísmo de cada pessoa começa a gritar “salve-se quem puder”. A Grécia
já experimenta a Grande Depressão que aconteceu nos Estados Unidos no início do
século passado. A Espanha segue o mesmo caminho. A África, cada vez mais
esquecida, pede socorro com sua voz trêmula e com as ameaças do novo vírus
Ebola.
Algumas comunidades ecológicas ou eco vilas já experimentam como
viver num mundo sem dinheiro. Protestos de “OCUPE” se espalharam por vários
países contra o sistema financeiro mundial. Pessoas já questionam com maior freqüência
se é certo um Banco investir nosso dinheiro depositado, sem a nossa autorização,
ao mesmo tempo em que nos cobra juros exorbitantes pelos empréstimos ou nos
encurrala nas armadilhas do crédito fácil. Os eleitores brasileiros começam a
se sentirem como palhaços ao tomar consciência de que político não deve nem
pode aumentar o próprio salário, suntuosamente, enquanto espreme o salário
mínimo nosso de cada mês. O mundo começa a acordar e a se unir contra os
governos ditatoriais. O julgamento do Mensalão, o maior escândalo da política
brasileira, finalmente toma algum rumo para revelar quem protege a roubalheira,
para alterar o que precisa ser alterado, para restituir uma parcela da verdade
que nos foi roubada pelo excesso de propaganda pro-governamental. A natureza
aumenta seus recados nada sutis. Mensagens de mudança é que não nos faltam.
Em muitas culturas o mês de Agosto é considerado negativo,
justamente pelo fato de propiciar mudanças que incomodam a muitos ou
simplesmente encerram ciclos naturais. Quem não tem medo delas, ri e vira a
cara. Quem tem, foca o olhar no que perdeu. O importante é aprendermos a dar
boas vindas a toda e qualquer mudança, desde que ela respeite a vida, desde que
nos permita expressar nossas opiniões, desde que não tenha agendas ocultas e
nos engane deslealmente ou abusivamente. Agosto é apenas uma porta de mudança
anual de ciclos. Vejamos o que vai aparecer por trás da porta.
sábado, 4 de agosto de 2012
HONESTIDADE EM TEMPOS CONTRÁRIOS
Há que ser honesto, consigo e com os outros, a todo instante
e em qualquer lugar quando se expande a consciência. O enganador é um perdedor
de princípios, de moral, de valores, de integridade, de respeito, de verdades,
de confiança. O enganador só se sustenta diante de poder, diante da força e do
dinheiro. Tira-se-lhe a força ou a grana, ele cairá na lama com facilidade.
Há que ser honesto, consigo e com os outros, em todos os
lugares. Pode-se enganar muitos por muito tempo, mas não se engana todos e
sempre. De tempos em tempos a história é passada a limpo com documentos e
depoimentos, pois que o tempo muda a consciência das pessoas e a aproximação da
morte as fazem arrependerem-se dos erros cometidos e das mentiras contadas. Sem
contar que a mentira tem pernas curtas e a verdade tem olhos de águia.
Há que ser honesto, consigo e com os outros, a todo o tempo.
Os olhos estão abertos em todos os lugares nos observando: em casa, na escola,
no trabalho, na rua, na igreja, nas festas, nas estações, nas viagens, no
escuro, nas transações comerciais e bancárias, nas câmeras, na documentação, na
internet, nos cartões de créditos, etc. Se não bastassem os olhos dos outros,
ainda existem os olhos da consciência e os olhos de Deus.
Há que ser honesto, consigo e com os outros, em todo tempo e
lugar. Não somos honestos para que os outros percebam nem para evitar o
julgamento deles. Somos honestos porque cultivamos uma consciência pura que se
prepara para horizontes evolucionários mais vastos na arena divinal. Somos
honestos porque desvendamos níveis mais profundos de amor. Somos honestos é
para nós mesmos.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
HOJE EU AMEI O EGO
Confesso que foi uma experiência nova
para as minhas percepções do Ser que sou. Hoje eu amei o meu ego. Não é preciso
matá-lo para expandir minha consciência. Da mesma forma que um animal luta para
sobreviver, pois possui ego, eu também fui dotado de uma fagulha intensa de
autopreservação. O ego não tem culpa se foi criado com esta função específica
de nos proteger, a qualquer custo, mesmo que ele tenha se extrapolado em suas
atividades. O papel do pulmão é respirar. A função da noite é descansar a
transição do tempo. O papel do mal é nos fazer sentir saudades de algo oposto.
O ego não tem culpa de nada. Ele cumpre muito bem o seu papel.
Hoje eu amei o meu ego e com este amor,
de característica libertadora, eu pude libertá-lo de minhas condenações
sumárias. Sendo o ego de característica curiosa, posso envolvê-lo na beleza do
serviço ao próximo rumo à unidade e deixá-lo pensar que foi ele que nos uniu.
Posso despertá-lo para as maravilhas da transformação divinal e incluí-lo
amorosamente neste processo unificador. O ego também merece o meu amor e o meu
perdão por tudo o que fez comigo, se eu quiser despertar minha consciência.
Se tratado com amor paternal ele nos
obedecerá e dormirá em nosso colo. Se tratado com amor maternal ele se
alimentará do silêncio que lhe oferecermos como refeição plena do dia. Se
tratado com amor fraternal, ele nos acompanhará nas brincadeiras de felicidade
suprema. Não se esqueça, porém, de uma regra muito importante. Ele só não pode
ser tratado como Rei, senão nos escravizará com o sofrimento e nos jogará na
toca dos leões imaginários.
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