Para fazer o cavalo andar, sem fazer esforços, o cavaleiro segura uma vara de pescaria, cujo anzol possui uma cenoura à frente da cabeça do cavalo. O Ego conhece esta cena pois a vive e revive indefinidamente com as pessoas. O Ego nada tem a oferecer senão algo que não pode entregar, assim ele nada precisa fazer senão ancorar ilusões. Movido pelo desejo insaciável do momento, o cavalo ou a pessoa corre atrás das coisas provisórias sem notar que está perdendo tempo, sem notar que está sendo enganado, sem notar que é o único a se esforçar, sem notar que está sendo explorado pelo ditador, sem notar que a percepção de falta o leva à morte da alma.
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