A razão sabe seus limites? Se não sabe, quem pode comunicar
á ela esta verdade? O ser humano sabe seus limites? Como pode fazer para
ampliá-los até o limite possível?
Uma das falhas ou falácias da auto-ajuda é tentar convencer
pessoas de que TUDO é possível para que alcancem seu potencial pleno. Se o ser
humano fosse mesmo onipotente, ele não seria humano, seria exclusivamente divino.
O que a auto-ajuda consciente pode e deve fazer é motivar pessoas a navegar com
segurança neste espaço interior de possibilidades para explorar novas
probabilidades. O que não pode é enganar pessoas sobre sua onipotência. A
auto-ajuda com segundas intenções, ou seja, praticada apenas para fazer
dinheiro, é aquela que promete a você conquistar o mundo, recebe a grana deles,
e justifica seus limites pela simples explicação que o cliente não teve garra
suficiente ou pensou negativamente em demasia.
A razão tem sim seus limites. Ela compartimentaliza a
interpretação incompleta das ações, possibilitando novas e lentas experiências
ao indivíduo, mas é a consciência quem vai dar e criar e ganhar tempo para
descobertas mais profundas.
O ser humano tem sim seus limites e limitações. A limitação,
vede as paraolimpíadas, pode ser corrigida em décimos, mas os limites, aos
serem alcançados, revelam novos ângulos do limite final. Eles nunca desaparecem.
Eles podem ser empurrados, mas nunca deixam de existir.
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