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domingo, 17 de novembro de 2024

BARULHO DA INSANIDADE

 

Explodem boatos, fofoca de julgamento. Condenado. Aquele corpo deitado, sem nenhum poder, na Praça de Tantos Poderes, fala depois de morta a palavra. Alucinação. Prato cheio de bombas ideológicas. Fome de justiça pessoal. Como assusta não se ver e não ser visto. Como assusta existir e não ter vida. Como assusta ver o que outros não veem na tela tóxica. Insana mente de verbos desconjugados, virgulino lampejando sem vírgulas, faroeste caboclo de candangos desesperados. Notícia corre no mundo dos insanos. A vida tão espezinhada, ultrajada por fanatismos e paixões incontroláveis, copiada por personagens doentios do cinema, resumida à nada. Estes foram meus pensamentos diante da ação suicida de Francisco Wanderley.


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